O Concelho de Paços de Ferreira possui uma área de 71,6 km2, pertence ao distrito e diocese do Porto, situando-se na região do Vale do Sousa a cerca de 25 km da cidade do Porto, apresentando-se repartido administrativamente em 16 freguesias.
Confronta a Norte e a Oeste com o concelho de Santo Tirso, a sul com o de Valongo e de Paredes e a Este com o de Lousada. Assim o seu espaço físico e a privilegiada localização geográfica aliados à capacidade, valia e mérito das suas gentes, permitiram consolidá-lo como o maior centro difusor da indústria do mobiliário “Capital do Móvel”, atirando para segundo plano a vertente rural e agrícola.
O Concelho de Paços de Ferreira está localizado num planalto de média altitude, conhecido por “Chã de Ferreira” sendo admirado pelas suas belezas naturais, a amenidade do ambiente possuidor de um arranjo humanizado na sua paisagem de casario disperso entre espaços rurais e zonas urbanas e industriais.
Do alto da Citânia de Sanfins, os nossos antepassados castrejos desceram a arrotear terras de meia encosta, quando os romanos a isso os estimularam no contexto do ordenamento territorial que mais lhe convinha.
Para os lados de Santo Tirso e das Terras da Maia desce entre curvas e ressaltos de verde, o Rio Leça a caminho do mar em Leixões.
Deste lado, como nervuras duma mão em concha, descem pequenos regatos que drenam terras férteis e agricultadas, algumas delas invadidas por pinheirais e fábricas ou por casas de quinta e de simples moradores. De entre esses regatos, logo ali em Raimonda nasce um que dá pelo nome de Ferreira. Passa discreto a Oeste da cidade de Paços de Ferreira e avnaça por entre quintais e ramadas de vinha, na direcção de Valongo e Gondomar, até se encontrar com o Rio Sousa. Ao todo, percorre cerca de 30 km. Pouca distância, mas a suficiente para deixar memórias de moinhos, de pontes, de engenhos de serrar, de represas e até de pescarias no tempo de sujar e poluir estes rios. Ao Ferreira há que juntar os Rios Eiriz e Carvalhosa.
Todas estas terras, eram já na Idade Média agricultadas e intensamente povoadas, sobretudo nas áreas dos vales daqueles pequenos cursos de água. Todas estão a uma altitude que varia entre os 300 e os 400 metros.
Nos sítios mais altos preservam-se os matos e os pequenos bosques de apoio ao viver quotidiano das populações. A meio caminho entre as terras do vale e estes pequenos bosques, organizaram-se as povoações que, por esta forma se aproveitavam ao máximo das potencialidades do meio geográfico, isto
é, da terra e da floresta. Este processo teve o seu máximo dinamismo na Idade Média, quando, ao contrário do que parece, havia um natural equilíbrio entre as actividades humanas e o que a natureza representava em cada lugar.
Paços de Ferreira designa o Concelho e uma das freguesias onde está sediada a administração da Autarquia. Para além desta, 15 freguesias mais o constituem: Arreigada, Carvalhosa, Codessos, Eiriz, Ferreira, Figueiró, Frazão, Freamunde, Lamoso, Meixomil, Modelos, Penamaior, Raimonda, Sanfins de Ferreira.
O espaço físico e a privilegiada localização geográfica do Concelho aliados à capacidade, valia e mérito das suas gentes, permitiram consolidá-lo como maior centro difusor da indústria do mobiliário, atirando para segundo plano a vertente rural e agrícola. Convém, no entanto, caracterizarmos a maneira como se montou a indústria do mobiliário. É que houve de facto, um passo bem dado da agricultura à industrialização, mas sem esta implicar a eliminação tácita daquela.
No ramo do mobiliário, Paços de Ferreira destaca-se pela arte do saber fazer. A convivência entre a metodologia mais tradicional e a tecnologicamente mais avançada, entre o artista ou mestre marceneiro e o técnico, entre a plaina ou garlopa e a máquina com grande rentabilidade, fazem do Concelho um produtor flexível às oscilações do mercado, onde a variedade de oferta se compatibiliza com a variedade de procura. A concentração de elevado número de unidades de produção e de comercialização de móveis bem como a qualidade das madeiras e do design fizeram com que este concelho se afirmasse a nível nacional e internacional como a “CAPITAL DO MÓVEL”.